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sexta-feira, 16 de novembro de 2007

PASTILHAS PIRATA


Mais um item para as coisas desaparecidas que Portugal fabricou.


As pastilhas elásticas Pirata, as primeiras comercializadas por cá, provinham da Fábrica Diana, em Évora, pertencente ao Fomento Eborense. A par das pastilhas, publicavam também uma revista infantil com o mesmo nome.


Talvez seja da saudade, mas o sabor não tinha nada a ver com as de hoje, e eu sempre as preferi às Gorila.


A Fábrica Diana acabou por falir por altura do 25 de Abril. As Pirata desapareceram de circulação...




PIROLITO



Produto genuinamente português, o Pirolito, consistia de uma bebida gaseificada, comercializada numa garrafa que continha um berlinde no gargalo para conter a bebida. Conta quem é desse tempo que a grande atracção da bebida era justamente o dito berlinde, que se extraía partindo a garrafa, depois de consumida a bebida.

O pirolito foi comercializado por mais do que uma fábrica, havendo várias marcas de vários locais do país. As garrafas de pirolitos são hoje uma raridade, podendo encontrar-se algumas no Museu Municipal do Cadaval, onde existia uma fábrica da bebida. O Museu da Aldeia de São Jorge da Beira (antiga aldeia de Cebola), no concelho da Covilhã, junto às Minas da Panasqueira, também possui um exemplar da garrafa, pois também aí se fabricaram pirolitos.

Objecto de colecção, de arqueologia industrial e de memória colectiva, o Pirolito merece figurar na secção de raridades deste almanaque de coisas portuguesas.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

LUSITO


Nos anos cinquenta o empresário António Gonçalves Baptista quis construir a primeira linha de automóveis de fabrico português.
A ideia fermentou, e em 1954 o Lusito era apresentado à imprensa nacional, que o recebeu com júbilo - Portugal iria ter a sua própria marca de automóveis.
O Lusito era um veículo com capacidade para dois passageiros. Simpático e maneirinho, muitos anos antes dos Smarts e dos problemas de estacionamento.
Porém, por razões que o coração desconhece, a firma AGB apenas produziu um exemplar, aquele mesmo que apresentou à imprensa e que veio a receber a matrícula IG-20-93.
O Lusito é, assim, um objecto mítico do século XX português, que merece figurar neste almanaque...